Autismo (TEA)

Identificação com QR Code para pessoas autistas

Quando a pessoa não consegue explicar o que sente, a ficha explica por ela: como se comunicar, o que evitar, o que acalma e para quem ligar. Basta apontar a câmera, sem app e sem senha.

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Pai e filho mostrando o cartão SOS Card e a ficha aberta no celular

Por que identificar uma pessoa autista com QR Code

Uma crise sensorial no shopping, uma criança que se afasta na praia, um adolescente que não responde a um policial: em situações assim, quem está por perto quer ajudar, mas não sabe como. Um toque, uma voz alta ou uma pergunta repetida podem piorar tudo. A identificação com QR Code dá a esse desconhecido, em segundos, as instruções que a família daria se estivesse ali.

No SOS Card existe um modelo de ficha feito para o TEA. Ele abre com destaque amarelo, o nome e a frase “Posso não responder como você espera. Isso não é birra nem perigo.”, e coloca o telefone do responsável antes de qualquer informação médica.

O que mostrar na ficha

Você preenche pelo celular e muda quando quiser. Os campos foram pensados para quem encontra a pessoa num momento difícil:

Forma de comunicação

Diga como falar com ela: frases curtas, sem tocar, mostrar em vez de perguntar, usar o celular dela para escrever. Há também a indicação “entende mesmo sem responder”, que evita que alguém fale dela como se ela não estivesse ouvindo.

Gatilhos e o que não fazer

A ficha tem uma lista “faça isso” e outra “não faça isso”. Exemplos: não segurar pelo braço, não gritar, afastar de barulho alto. E uma faixa de riscos para quem precisa saber rápido: pode fugir, não tem noção de perigo, sente atração por água, não responde pelo nome ou pode não reconhecer uniformes.

O que acalma

Um objeto, um tema preferido, um lugar mais silencioso, um fone abafador. Esse campo costuma ser o que mais ajuda um desconhecido a esperar a família chegar sem que a crise aumente.

Contatos e saúde

Os responsáveis aparecem primeiro, com o botão de ligar. Logo abaixo vêm tipo sanguíneo, alergias, condições e medicamentos, só com o que você deixou como emergencial. A ficha abre em português, inglês ou espanhol.

Onde usar: pulseira, crachá e mochila

A identificação TEA do SOS Card tem três peças, e cada uma tem o próprio QR (dá para desativar só uma):

  • Pulseira: fica no corpo, o que importa para quem tende a se afastar. Escolha um material que a pessoa tolere: para alguns, a textura é um gatilho.
  • Crachá em PVC, no tamanho de um cartão de crédito, para usar no cordão ou guardar na carteira. Serve para mostrar no balcão quando o atendimento prioritário for pedido.
  • Etiqueta de mochila: a mochila da escola acompanha a criança no ônibus, no passeio e na excursão.

Você escolhe o símbolo: girassol, infinito colorido, quebra-cabeça ou um modo discreto, que não escreve “autista” e não cita o diagnóstico.

CIPTEA, Lei 12.764/2012 e o papel do SOS Card

A Lei 12.764/2012 (Lei Berenice Piana) criou a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com TEA e estabelece que a pessoa autista é considerada pessoa com deficiência para todos os efeitos legais. Em 2020, a Lei 13.977/2020 (Lei Romeo Mion) alterou essa lei e criou a CIPTEA, a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Ela é gratuita, emitida pelos órgãos estaduais e municipais responsáveis, pedida com relatório médico, e vale por cinco anos.

Cordão de girassol (Lei 14.624/2023)

A Lei 14.624/2023 incluiu no Estatuto da Pessoa com Deficiência o cordão de fita com desenhos de girassóis como símbolo nacional das deficiências ocultas, entre elas o autismo. O uso é opcional: não usar não tira nenhum direito. E o cordão não substitui o documento que comprova a deficiência, se ele for pedido.

A combinação faz sentido: o cordão sinaliza de longe que pode ser preciso um cuidado diferente; o crachá com QR pendurado nele explica qual.

QR Code não é rastreador

Muita gente procura por “pulseira com rastreador para autista”. Sendo honestos: QR Code não é GPS. Ele não mostra onde a pessoa está o tempo todo e não substitui um rastreador com bateria e chip. Ele funciona quando alguém encontra a pessoa e escaneia.

Nesse momento, nos planos Completo e Família, você recebe o aviso da leitura (no app e por e-mail) com a cidade aproximada, e, se quem escaneou permitir, a localização do celular dessa pessoa. Se a criança sumir, você liga o modo pessoa desaparecida: a ficha passa a abrir com o aviso “está sendo procurada”, o botão de ligar para a família e o de enviar a localização. Cada leitura vira aviso urgente. Avise também a polícia pelo 190: não é preciso esperar 24 horas.

Para ver como a ficha aparece para quem escaneia, abra a ficha de exemplo. Se o seu familiar também é idoso ou tem perda de memória, veja a página sobre identificação para idosos com Alzheimer.

Crie a ficha TEA em poucos minutos

Pulseira, crachá e etiqueta de mochila com QR próprio. Você atualiza a ficha sem trocar a peça.

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  • Cartão com a ficha essencial impressa
  • QR Code com link para seus exames

SOS Card Completo

R$ 59,90 por ano

  • Ficha online em 3 idiomas
  • Aviso de leitura com local aproximado
  • Modo pessoa desaparecida · inclui 1 pet

SOS Card Família

R$ 129,00 por ano

  • Tudo do Completo
  • Até 5 perfis (pessoas ou pets)

Direito de arrependimento: 7 dias para desistir da compra (CDC, art. 49) · comparar todos os planos

Perguntas frequentes

O SOS Card substitui a CIPTEA?

Não. A CIPTEA é o documento oficial, emitido de graça pelo poder público (Lei 13.977/2020). O SOS Card complementa: guarda a validade da carteira e mostra, para quem ajuda, como se comunicar com a pessoa e quem chamar.

Quem escaneia precisa de aplicativo ou senha?

Não. Qualquer câmera de celular abre a ficha de emergência no navegador. Só a camada completa de saúde exige identificação de profissional de saúde, e esse acesso fica registrado.

A pulseira com QR Code funciona como rastreador?

Não. QR Code não é GPS e não mostra onde a pessoa está o tempo todo. Quando alguém escaneia, a família recebe o aviso da leitura com a cidade aproximada e, se quem escaneou permitir, a localização do celular dessa pessoa.

Dá para não escrever “autista” na pulseira ou no crachá?

Sim. Há um modo discreto, com o girassol e a expressão “deficiência oculta”, sem citar o diagnóstico nem a sigla CIPTEA. Você também escolhe se vai impresso o nome completo, só o primeiro nome ou nenhum.

E se a criança perder a pulseira?

Cada item tem um QR próprio. Você desativa só o que foi perdido, e ele deixa de abrir a ficha na hora. Os outros continuam funcionando.

Os dados ficam abertos para qualquer pessoa?

Só o que você marcou como emergencial. O restante da ficha só abre para quem se identifica como profissional de saúde, com registro de quem acessou, quando e de onde.